O setor de serviços fechou julho estável pelo segundo mês consecutivo, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mesmo sem o avanço, o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O que aconteceu
Volume de serviços prestados tem variação nula em julho. O resultado apurado pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) mostra maior disseminação de taxas positivas entre os setores, com avanço em quatro das cinco atividades divulgadas. A única queda foi registrada pelo ramo de informação e comunicação (-2,5%), que havia avançado 3,3% entre abril e junho.
Segmento permanece abaixo do maior patamar da história. Com a variação, o setor responsável por cerca de 60% do PIB (Produto Interno Bruto) aparece 0,2% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Na comparação com o nível pré-pandemia, salto é de 20%. O nível corresponde à comparação do setor em relação ao patamar de fevereiro de 2020, último mês sem os impactos econômicos causados pela Covid-19.
Atividades de transportes (+0,4%) guiaram os avanços. O volume de transporte de passageiros avançou 2,9% frente a junho, enquanto o transporte de cargas expandiu 1%. Com as variações, os segmentos aparecem, respectivamente, 1,5% e 37,8% acima do nível de fevereiro de 2020, mas ainda abaixo dos pontos mais altos das séries.
Retração dos serviços atingiu 14 das 27 unidades da federação. São Paulo (-0,8%) e Rio de Janeiro (-0,7%) lideraram as quedas regionais, enquanto o Rio Grande do Sul (+3%) registrou a principal alta do país e permitiu a estabilidade do setor.
Setor cresceu 0,9% ante o mesmo mês do ano passado. O avanço em relação a julho de 2025 corresponde ao 28º resultado positivo seguido do segmento na base de comparação. A expansão foi acompanhada por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 50,0% dos 166 tipos de serviços investigados.
O que é a PMS
Pesquisa acompanha o comportamento do setor de serviços no Brasil. A análise é divulgada mensalmente a partir da receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação.
Coletada desde janeiro de 2011, a PMS passou a ser divulgada em 2012. Fazem parte do estudo indicadores gerais, sem detalhamento por atividade, para o Brasil e para todas as 27 unidades federativas. São também produzidos indicadores específicos por atividade para 11 estados e o Distrito Federal.
Levantamento é dividido em cinco grupos de atividade do setor. Integram as divulgações mensais os serviços prestados às famílias, os serviços de informação e comunicação, os serviços profissionais, administrativos e complementares, os serviços auxiliares aos transportes e correio e outros serviços.
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