Ao anunciar a primeira convocação da seleção brasileira após a Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti voltou a comentar a decepção pela eliminação para a Noruega nas oitavas de final.
"Lamentamos muito, porque até o minuto 60 desse jogo o time jogou bem. A derrota foi uma surpresa, porque ninguém pensava em ser eliminado. O esporte é assim. Depois, a reação de tudo isso a nível pessoal foi bastante complicada", avaliou.
O italiano comparou as diferenças entre como digerir frustrações quando ocorrem em um clube e quando ocorrem em uma seleção nacional. "Em um clube você tem a possibilidade de reagir cedo, tem um outro jogo, outra competição. Aqui é muito mais complicado o período de dificuldades. A tristeza da derrota fica um pouco mais no coração", descreveu o comandante.
O técnico diz entender as críticas e a decepção dos torcedores como normais, mas deixou um recado para o ciclo que se inicia: "É preciso seguir confiando. Vamos ter jogos em que queremos mostrar a qualidade da equipe, a gana, a motivação, como sempre tentamos fazer quando jogamos pela seleção. Pouco a pouco, teremos o torcedor perto de nós."
"Para todos os outros não há porta fechada. Lógico que agora eu prefiro focar o trabalho com os jovens e acompanhar o progresso deles."
Novo ciclo e dificuldade no meio
Ancelotti compartilhou suas prioridades e o que enxerga para a seleção neste novo ciclo para a Copa de 2030.
"Temos que escolher meio-campistas. Nesse momento temos um pouco de carência no meio de campo, isso é óbvio, isso vai determinar também o modelo de jogo para o futuro da seleção."
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