O advogado Daniel Monteiro, preso preventivamente em abril e apontado pela Polícia Federal como "operador do Banco Master", foi o responsável por estruturar juridicamente o MBL, movimento que antecedeu a criação do partido Missão, do candidato à presidência, Renan Santos.
Daniel Monteiro foi descrito pela polícia como homem de confiança de Vorcaro e é investigado sob suspeita de estruturar fundos para desviar dinheiro do Master e pagar propina a autoridades.
Monteiro era um entusiasta do MBL e participava dos protestos do grupo de direita, com presença nos carros de som. Com a sua ajuda, o MBL passou a ter CNPJ e a poder receber doação.
Na mesma época, Monteiro apresentou Lima a Daniel Vorcaro, que já era sócio do banco Máxima, mas ainda não havia obtido aprovação do Banco Central para comprar o Banco. Lima então se associou a Vorcaro, com o banco financiando a operação do Credcesta, e Monteiro passou a trabalhar como asseessor jurídico do Master.
Empresas de Monteiro receberam R$ 109 milhões por serviços de assessoria jurídica prestados ao Banco Master entre 2022 e 2025, segundo documentos da Receita Federal. Na época da prisão, a defesa do advogado refutou "veementemente" as alegações da Polícia de que ele seria o "operador financeiro", com a função de desviar recursos do banco.
Monteiro era próximo de Renan Santos e de Kim Kataguiri, fundadores do MBL. Na época, havia uma ideia de transformar o movimento em partido político, a partir da fusão com uma sigla existente, diante da dificuldade de criar um novo partido. Eles tentaram se juntar ao PSL, mas o presidente do partido Luciano Bivar preferiu apostar em Jair Bolsonaro. Levou uma década até o MBL conseguir criar o Missão.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.