A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou o Banco Master, Daniel e Henrique Vorcaro e outros 13 investigados a multas que somam R$ 201,5 milhões por manipulação de ativos para inflar patrimônio do fundo Brazil Realty. O ex-banqueiro e seu seu pai foram condenados a pagar R$ 20 milhões cada, enquanto o banco foi multado em R$ 12,5 milhões. As fraudes foram praticadas entre 2018 e 2019, época em que Vorcaro tentava comprovar patrimônio para adquirir o controle do Banco Máxima junto ao Banco Central (BC).
A investigação foi aberta em 2020, mas ficou anos parada nos escaninhos da CVM por sucessivos pedidos de vista de diretores. A condenação, no entanto, tem pouco efeito prático dado que o Banco Master e duas gestoras envolvidas no esquema, a Sefer e a Entre, foram liquidadas pelo Banco Central. Em dezembro, a CVM rejeitou termo de compromisso que passou anos sendo negociado com 19 investigados, que haviam proposto pagar R$ 21 milhões para encerrar o processo.
Ao apresentar o relatório com a condenação, o diretor João Accioly rejeitou argumento da defesa de um dos acusados comparando o caso a um assaltante que assalta um banco e reclama que teve prejuízo com as despesas com o táxi.
Além do Master e os Vorcaro, a CVM condenou Benjamim Botelho e a gestora Sefer a uma multa de R$ 20 milhões e R$ 24 milhões. Já Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, foi multado em R$ 5 milhões, e sua empresa, a Entre Participações, em R$ 10 milhões. Freixo fechou delação premiada recentemente e revelou ter comprado 300 malas para distribuir dinheiro de propina do Master a autoridades.
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