Na sempre pulsante Bombonera o São Paulo começou o clássico sul-americano sem medo do Boca Juniors e, aos 16 minutos, um passe de Iago na cabeça de Luciano só não resultou no 1 a 0 porque o goleiro Montero fez importante defesa.
Dorival Junior deve ter estudado o time argentino invicto havia dez jogos, mas com seis empates.
O Boca lutava para seguir em busca do tricampeonato da Copa Sul-Americana e o São Paulo pelo bi.
Pouco para os que são hexacampeões e tri da Libertadores?
Talvez, mas é o que ambos têm para o momento, o que é muito melhor que nada.
Aos 30, foi a vez de Calleri ter boa chance na área, mas errou feio, com arremate bisonho.
Ex-jogador xeneize, em 2014/15, Calleri marcou 23 gols em 60 jogos pelo Boca, um dos deles, o mais lembrado, foi de letra, contra o Quilmes, na reestreia de Carlitos Tevez, com Don Diego Armando Maradona na torcida.
Só aos 35 o Boca, com Blanco, fez sua primeira finalização perigosa, centímetros acima do travessão de Rafael.
E o primeiro tempo terminou com os donos da casa um mais predominantes, mas nada importante, e sem gols — o que estava de bom tamanho para as pretensões tricolores.
O são-paulino que passou a acompanhar o time tinha motivo para estar satisfeito; o que já o fazia na década de 1990, OK, nem tanto.
Os dois tricampeões mundiais voltaram para o segundo tempo com os mesmos times e logo aos 51 minutos o uruguaio e ex-palmeirense Merentiel bateu à queima-roupa para grande defesa de Rafael, mas pegou o rebote e estufou a rede paulista: 1 a 0.
Aos 60, Gustavo no lugar de Luciano.
O Boca jogava com a faca entre os dentes, a morri, como sabem, embora sem ameaçar.
E o experiente Calleri caiu feito patinho em provocação pueril e recebeu o terceiro cartão amarelo que o tira do jogo no Morumbi.
O clássico era disputado lealmente, com poucas faltas, e o assoprador chileno de apito quase complica tudo, ao expulsar o português Domingos Duarte em dividida com o xerife Paredes, mas o VAR fê-lo voltar atrás.
Aos 80, Ferreira e Danielzinho nos lugares de Calleri e Marcos Antônio.
O algoz Merentiel também foi substituído.
À medida que o fim do jogo se aproximava era hora de administrar a derrota por apenas um gol, porque o Tricolor parecia ter morrido do esforço nos primeiros 45 minutos da decisão em 180.
O equatoriano e ex-colorado Enner Valencia entrou no jogo, aos 85, quando o jogo tinha apenas 12 faltas, cinco dos anfitriões.
André Silva e Newton nos lugares de Artur e Pablo Maia, aos 90, para os cinco minutos de acréscimos.
Resumo da ópera: o primeiro tempo brasileiro permitiu sonhar com resultado melhor; a disputa está aberta e o São Paulo nunca perdeu para o Boca em casa em seis jogos, com três empates.
Sim, o problema está em que o empate classifica o Boca.
Em 13 jogos oficiais, os argentinos conquistaram a sexta vitória com quatro derrotas.
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