O ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso preferiu não assinar a carta em que 13 ministros aposentados se manifestam sobre a crise na corte. Ele justificou que não se sente "confortável" em aderir a um manifesto externo e que deve contribuir internamente para a solução da crise.
O que aconteceu
Barroso enviou uma mensagem aos colegas que assinam a carta. Ele elogiou a iniciativa de apoio ao presidente do STF, Edson Fachin, mas disse que prefere "contribuir internamente" para o encaminhamento do assunto.
O ex-ministro afirmou que está em contato com membros da Corte para discutir soluções para a crise. Também disse que, durante uma internação hospitalar, recebeu visita de vários colegas, "inclusive os que se encontram em posições antagônicas" —Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Como sabem, deixei o STF há poucos meses e tenho relações pessoais de amizade com todos os ministros. Nas últimas semanas, tenho estado em contato com diversos deles, refletindo sobre as soluções possíveis e desejáveis.
Em recente e complexa internação hospitalar, recebi visitas de vários colegas, inclusive os que se encontram em posições antagônicas. Por essa razão, não me sinto confortável de assinar um manifesto externo, que me privaria da possibilidade de procurar contribuir internamente para o melhor encaminhamento do assunto. Estou certo que poderão compreender. Forte abraço em todos.Mensagem enviada por Barroso a ministros do STF aposentados
Barroso foi o último ministro a se aposentar do Supremo, em outubro de 2025. O presidente Lula (PT) escolheu o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, para substituí-lo, mas o Senado rejeitou a indicação. Desde então, a cadeira está vaga.
Grupo de 13 ex-ministros do STF pede que Fachin convoque uma sessão pública no plenário. O objetivo, segundo o documento, é que o tribunal determine "imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos" que estariam afetando o "prestígio e a autoridade do STF, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas".
Os ex-ministros manifestaram apoio a Fachin. Na carta, o grupo reafirma "plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza" do presidente do STF e classifica a crise como a "mais aguda" da história da corte.
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