O Flamengo decepcionou e muito no primeiro tempo no Mangueirão com mais de 51 mil torcedores.
Depois de linda festa da torcida do Remo, em show de mosaicos nas arquibancadas, e desnecessária fumaça azul que acabou por atrasar o começo do jogo por cinco minutos, os cariocas dominaram sem nenhuma objetividade, a ponto da única defesa ter sido feita por Rossi, no fim, em cabeçada de Taliari livre, em gol desperdiçado incrivelmente.
Em resumo: sem ter feito nada para sair na frente, foi o Remo quem fez para sair na frente. Mas não fez.
O Flamengo nem parecia estar na luta pela liderança.
Sob chuva como habitual em Belém, o segundo tempo começou com outra temperatura.
Em dez minutos, quatro lances eletrizantes.
Aos 4, Samuel Lino acertou a trave de fora da área.
Aos 6, Pedro cabeceou sozinho e Marcelo Rangel fez milagre.
Aos 9, Leonel Pico tirou lasca da trave rubro-negra.
E, aos 10, na pequena área, Pedro finalizou no contrapé do goleiro e Marcelo Rangel não fez propriamente um milagre, mas defesa sobrenatural que merece placa na entrada de Belém.
Até que, aos 19, o encantado Samuel Lino entrou pela esquerda da área, recebeu de Dom Arrascaeta, e abriu o placar. De biquinho.
1 a 0 e o Mengo assumia a liderança do Brasileirão.
Aos 17, Bruno Henrique havia entrado no lugar de Carrascal.
Aos 30, Dom Arrascaeta e Pedro deram lugares a Pulgar e ao estreante argentino Freitas.
Chovia o que São Pedro mandava em homenagem ao goleiro Marcelo Rangel e o gramado, de pesado, passou a empoçado.
O Flamengo assumia a liderança pelo menos até às 18h30, quando o Palmeiras começaria a enfrentar o Botafogo, no Nilton Santos, dois pontos atrás. Até lá, sem asterisco, a Nação podia comemorar.
Paquetá desperdiçou o gol que mataria o jogo, aos 34, e fez a Nação sofrer até o fim, mas, por mais que remasse, o dono da casa não conseguiu o empate.
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