O que aconteceu
Imobiliária Long Realty disse à revista Newsweek que encerrou o contrato com o funcionário Arthur Layne Lundeen logo após saber do caso. Segundo o LinkedIn do suspeito, ele atuava há mais de 13 anos na empresa sediada em Tucson, no estado do Arizona.
Newsweek divulgou que o homem de 67 anos mora em Tucson. No LinkedIn, Lundeen diz ser corretor associado, corretor de imóveis e vice-presidente do conselho executivo da Long Realty Company. A empresa afirmou à revista que o homem era um agente imobiliário afiliado.
O CEO da empresa, Kevin Kaplan, disse que está ciente do caso e confirmou a demissão. "O indivíduo não está mais associado à Long Realty nem autorizado a representá-la em nenhuma função", declarou, acrescentando lamentar por todas as pessoas atingidas no incidente.
A conduta descrita nos relatórios é totalmente incompatível com o profissionalismo, a integridade, a compaixão e o respeito ao próximo que a Long Realty espera de seus colaboradores. Esperamos que todos os associados da nossa empresa defendam esses valores e não toleramos condutas que estejam tão claramente aquém dessas expectativas. Nosso foco permanece em servir nossos clientes e a comunidade de acordo com nossos valores.CEO da empresa, Kevin Kaplan, à revista Newsweek
Até a tarde de hoje, o perfil de Lundeen seguia disponível no LinkedIn e continha a informação que ele atua na empresa. De acordo com a revista, registros judiciais do Tribunal Distrital do Condado de Anne Arundel, em Maryland, indicam as acusações de agressão em segundo grau e conduta desordeira contra o homem.
Lundeen foi liberado pela justiça após uma audiência na sexta-feira (4) e deve retornar ao tribunal em 19 de outubro, conforme a revista. A Newsweek procurou o homem para comentar o caso, mas não obteve retorno.
Já o FBI declarou à revista que está investigando o caso. As autoridades também informaram que irão consultar o Gabinete do Procurador dos EUA no Distrito de Maryland para decidir se apresentarão acusações federais contra Lundeen.
Relembre o caso
Passageiro de 67 anos precisou ser contido com fita adesiva na noite de quinta-feira (3). O homem é suspeito de proferir insultos racistas e homofóbicos e causar tumulto na primeira classe de um voo da American Airlines nos EUA.
Lundeen foi preso ao assento com fita adesiva e teve as mãos amarradas com abraçadeiras de plástico. A informação foi divulgada pela ABC News baseada em relato da Polícia da Autoridade de Transporte de Maryland, que prendeu o passageiro após o pouso do avião.
Caso aconteceu em um voo que decolou de Dallas com destino a Newark, nos EUA. Em razão do episódio, o voo precisou ser desviado e fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Baltimore-Washington (BWI), no estado de Maryland.
Um passageiro contou à ABC News que o homem começou a ficar agressivo e fazer ofensas contra a tripulação e outros passageiros. O ex-policial Juan Mejia e o amigo Richard Olenick disseram que o homem fez insultos racistas e homofóbicos. As ações teriam começado quando o voo já havia passado da metade do percurso, de acordo com a CNN Internacional.
Mejia e Olenick intervieram depois que as ofensas de Lundeen se tornaram mais agressivas. "Juan percebeu imediatamente que era preciso agir. Ele se levantou na hora, pulou no banco ao lado do passageiro e começou a tentar contê-lo para manter a situação sob controle", disse Olenick à ABC News. Mejia afirmou que chegou a ser mordido pelo passageiro. Antes, uma comissária de bordo teria tentado controlar o homem, mas ele ficou mais violento e acabou agredindo o passageiro ao lado dele e outra mulher que tentou contê-lo.
Administração Federal de Aviação não deu detalhes sobre a ocorrência, mas confirmou o desvio da aeronave. Eles estão investigando o incidente.
Após a retirada do passageiro do avião, o voo prosseguiu para Newark, informou a companhia aérea. Já a polícia de Maryland disse que o homem foi acusado por conduta desordeira e agressão em segundo grau.
Suspeito precisou receber atendimento médico em razão de um ferimento no braço, que também foi notado pelos agentes durante a sua prisão, declarou a polícia local. "A segurança e o bem-estar de nossos clientes e membros da equipe são nossa principal prioridade e não toleramos violência", informou a American Airlines em comunicado.
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