O GP da Hungria acabou sendo a prova da evolução da McLaren e do ótimo campeonato que Lando Norris vem fazendo, embora isso não tivesse ainda sido traduzido em grandes resultados até aqui. O atual campeão do mundo fez a pole position em uma pista sob condições bastante difíceis, perdeu a ponta para o companheiro Oscar Piastri nas primeiras curvas da prova, e se recuperou para vencer pela primeira vez com o número 1 no carro.
Mas a história poderia ter sido diferente se Lewis Hamilton e a Ferrari tivessem cometido menos erros de execução por todo o final de semana.
O heptacampeão foi punido duas vezes na Hungria. A primeira, na classificação, teoricamente o tirou da disputa pela vitória, já que a perda de três posições no grid por atrapalhar a volta de Piastri significava que ele largaria em quinto lugar.
Mas uma boa primeira volta o colocou não só em quarto, mas principalmente à frente do companheiro Chalres Leclerc, que largou em segundo. A estratégia da Ferrari de antecipar sua primeira parada o colocou à frente de Verstappen e perto de tomar a posição de pelo menos uma das McLaren quando eles parassem.
Mas não durou muito. Hamilton foi surpreendido por uma manobra ousada de Verstappen, que mergulhou desde muito longe para retomar a então terceira posição na curva 1. Com um ritmo inferior com sua Red Bull, o holandês viu as duas McLaren pararem e voltarem à frente dele.
A Ferrari ainda tentaria mais uma manobra arriscada, antecipando também a segunda parada de Hamilton, mas isso só deixou o inglês exposto ao ataque de pilotos com pneus mais novos no final da prova. Tanto é, que a equipe o chamou para uma terceira troca quando o Safety Car Virtual foi acionado, após quebra de Piastri.
A parada não foi boa, Hamilton levou uma punição por excesso de velocidade nos boxes, e terminou atrás até mesmo de Leclerc. Pior: viu o líder do campeonato, Kimi Antonelli, chegar em terceiro após também ser punido na classificação, e aumentar sua vantagem no campeonato para 50 pontos.
A pista da Hungria representava uma boa chance para a Ferrari e Hamilton. E, assim como tinha acontecido em Mônaco, eles não conseguiram traduzir a qualidade do carro neste tipo de pista em resultado.
No Ju Responde do GP da Hungria, analiso as decisões estratégicas da Ferrari e também da Audi, que optou por colocar Gabriel Bortoleto na estratégia de uma parada. Falo também sobre a melhora da McLaren, a queda momentânea da Mercedes e as últimas sobre o futuro de Rafael Câmara na Fórmula 1.
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