O Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento administrativo para apurar uma possível inconsistência na dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal referente à Neo Química Arena. A apuração foi motivada por uma perícia que aponta um erro de aproximadamente R$ 256 milhões no valor devido pelo clube. A informação foi publicada pela Record e confirmada pelo UOL.
O UOL teve acesso à perícia realizada por Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador.
O que aconteceu
A perícia aponta que a dívida Alvinegra seria de aproximadamente R$ 280,4 milhões. O documento aponta inconsistências no cálculo realizado pela Caixa.
Atualmente, o saldo devedor do Corinthians relacionado ao estádio gira em torno de R$ 700 milhões. Em 2019, a dívida cobrada pela Caixa era de R$ 536 milhões. Nesse intervalo, há acúmulo de juros, o que aumenta a quantia.
A perícia aponta falta de documentos que sustentem o valor cobrado pelo banco. Anísio recomenda ainda que seja solicitado à Caixa toda a evolução da dívida alvinegra.
De acordo com a matéria veiculada na TV, o promotor Cassio Roberto Conserino é o responsável pelo caso. O promotor afirmou que o perito chegou a apontar a inconsistência nos valores para o então presidente Andrés Sanches em 2020.
Ao UOL, o Corinthians afirmou que sabia da perícia, mas respeitou o contrato de confidencialidade firmado com a Caixa Econômica Federal. O clube diz ter o levantamento de tudo que foi pago pelo estádio e que exigirá o seu direito.
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