A Embraer quer ampliar as vendas na África com aeronaves para novas rotas regionais e cargueiros, diz Hussein Dabbas, diretor-geral de Relações Institucionais da empresa para a África e o Oriente Médio, em entrevista.
O que você precisa saber
A empresa vê a baixa conectividade entre cidades africanas como uma oportunidade para a aviação comercial. Dabbas disse em entrevista à Exame que a África responde por menos de 6% do tráfego aéreo mundial, apesar de ter mais de 1,2 bilhão de habitantes.
Passageiros ainda precisam passar por cidades fora do continente em alguns trajetos entre países africanos. "Em muitos casos, você ainda precisa, digamos, passar por Paris para ir de uma cidade africana para outra", afirma Dabbas.
A Embraer aposta em aviões menores para elevar a frequência das ligações entre cidades. O diretor diz que muitas companhias aéreas africanas operam duas, três ou quatro vezes por semana em determinadas rotas.
Dabbas afirma que voos diários ajudam as empresas a atender a demanda dos passageiros. "As pessoas querem voar quando elas querem voar, e não quando a companhia aérea decide voar", diz.
Cargueiros entram nos planos para o continente
A Embraer começou há cerca de dois anos a converter aeronaves da primeira geração dos E-Jets, especialmente o E190, em cargueiros. As aeronaves podem transportar até 13 toneladas, conforme o executivo.
A empresa associa os cargueiros às limitações das redes rodoviária e ferroviária em partes da África. Dabbas diz que os aviões podem transportar produtos perecíveis, medicamentos e outras cargas entre regiões do continente.
Os cargueiros da Embraer ainda não operam na África. Eles voam principalmente na Europa, mas Dabbas afirma que a companhia pretende levá-los ao mercado africano.
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