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UOL Esporte há 61 d • Dom, 30 Ago 2026 08:58:04 -0300

Maria Esther, Barnes, Guga, Bruno e juvenis fizeram história no US Open

Maria Esther, Barnes, Guga, Bruno e juvenis fizeram história no US Open

O tênis brasileiro não terá representantes na chave de simples do US Open pela primeira vez em oito temporada, mas tem um espetacular histórico no Grand Slam norte-americano, já que conquistou quatro troféus de simples. Todos eles através da magia de Maria Esther Bueno, que venceu as edições de 1959, 1963, 1964 e 1966, quando o evento era disputado sobre as quadras de grama de Forest Hills.

Estherzinha era, sem dúvida, a rainha da grama. Naquele mesmo ano de 1959, quando explodiu para o circuito, também havia ganhado WImbledon e com isso encerrou a temporada como a melhor do mundo. Em sua primeira final em Nova York, arrasou a local Christine Turman, 6/1 e 6/4, e quase obteve o bicampeonato na temporada seguinte, superada pela parceira de duplas Darlene Hard na final, 6/4, 10/12 e 6/4.

Em 1963, Estherzinha conseguiu espetacular vitória final sobre Margaret Smith, por 7/5 e 6/4, e conquistou o tri num dos jogos mais rápidos da história do torneio: 6/1 e 6/0, em menos de meia hora, contra Carole Graebner. Dois anos depois, arrasou Nancy Richey, 6/3 e 6/1.

Não bastasse seu sucesso em simples, a paulistana ainda faturou quatro troféus de duplas, em 1960 e 1962 com Darlene Hard; em 66 ao lado de Richey; e em 68, que seria seu último troféu de Grand Slam, junto a Court. E ainda foi finalista em 58, com Althea Gibson, e 63, com Hard. Em duplas mistas, chegou ao vice em 58 e 60.

O tênis masculino brasileiro teve sucesso bem menor em simples. O único semifinalista foi Ronald Barnes, em 1963, mesmo ano em que Thomaz Koch atingiu as quartas. Foi aliás a maior participação brasileira num Slam, já que nessa edição Maria Esther foi a campeã.

Na Era Profissional, Gustavo Kuerten brilhou e atingiu as quartas de final por duas vezes: em 1999, foi superado pelo francês Cédric Pioline e, em 2001, parou no russo Yevgeny Kafelnikov. Em 2024, Beatriz Haddad Maia também atingiu as quartas.

O mineiro Bruno Soares foi o grande destaque brasileiro dos últimos anos. Ele conquistou três títulos de duplas, sendo um na chave masculina e dois na mistas.

A primeira conquista aconteceu em 2012, ao lado da russa Ekaterina Makarova, numa parceria feita de última hora e que surpreendeu os então cabeças 2 Mike Bryan e Lisa Raymond, depois Bob Bryan e Kim Clijsters e na decisão ganhou de Kveta Pescke e Marcin Matkowski, por emocionantes 6/7 (8-10), 6/1 e 12-10.

No ano seguinte, ao lado do austríaco Alexander Peya, Bruno foi vice de duplas masculinas. Com o parceiro contundido, perdeu a decisão para o indiano Leander Paes e o tcheco Radek Stepanek, por 6/1 e 6/3.

Em 2015, veio a segunda conquista de mistas, desta vez ao lado da indiana Sania Mirza. Em outra final de arrepiar, só fecharam a partida no sexto match-point em cima da americana Abigail Spears e do mexicano Santiago González, por 6/1, 2/6 e 11-9.

Em parceria com o escocês Jamie Murray, com quem já havia vencido o Australian Open de janeiro, Soares faturou o título de 2016, com vitória em cima dos espanhóis Pablo Carreño e Guillermo Garcia-López, por 6/2 e 6/3, e repetiu o título quatro anos depois ao lado do croata Mate Pavic.

Em 2018, o paranaense Thiago Wild se tornou o segundo brasileiro a conquistar um título juvenil de simples em nível Grand Slam. Sexto pré-classificado do US Open e em seu último torneio como júnior, ele derrotou o italiano Lorenzo Musetti em três sets, com parciais de 6/1, 2/6 e 6/2.

Cinco temporadas depois, quem brilhou foi o carioca João Fonseca, de 17 anos. Em duelo que valia não apenas o título juvenil do US Open, mas também a liderança do ranking da ITF, virou sobre o tenista da casa Learner Tien, por 4/6, 6/4 e 6/3, depois de 1h57 de batalha.

Foi a 14ª taça brasileira de US Open e o 37º Grand Slam do tênis nacional.

Simples feminino – Maria Esther Bueno (1959, 1963, 1964, 1966) Duplas feminino – Maria Esther Bueno (1960 e 1962, com Darlene Hard; 1966 com Nancy Richey; 1968 com Margaret Court) Duplas masculino – Bruno Soares (2016, com Jamie Murray, e 2020, com Mate Pavic) Duplas mistas – Bruno Soares (2012, com Ekaterina Makarova) Duplas mistas – Bruno Soares (2014, com Sania Mirza) Juvenil masculino – Thiago Wild (2018) e João Fonseca (2023) Duplas juvenil masculino – Felipe Alves (2016, com Juan Carlos Aguilar)

Simples feminino – Maria Esther Bueno (1960) Duplas feminino – Maria Esther Bueno (1958, com Althea Gibson; 1959, com Sally Moore; 1963, com Darlene Hard) Duplas mista – Maria Esther Bueno (1958, com Alex Olmedo, e 1960, com Antonio Palafox) Duplas masculino – Bruno Soares (2013, com Alexander Peya, e 2021, com Jamie Murray) e Marcelo Melo (2018, com Lukasz Kubot) Dupla juvenil masculino – João Menezes/Rafael Matos (2014)

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Fonte da Notícia: UOL Esporte
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