Uma perícia da Polícia Civil do Paraná apontou que o homem de 27 anos que morreu após cair do 14º andar de um prédio em Londrina durante uma "sessão de tortura" cometida por quatro homens não foi jogado.
O que aconteceu
Vítima caiu da janela quando tentava fugir das agressões dos homens, afirmou o delegado Roberto Fernandes. Ele foi trancado no quarto de onde pulou horas antes por ser suspeito de roubar uma câmera fotográfica. "Foi uma queda involuntária", afirmou o delegado.
Vizinho do andar abaixo do apartamento onde a tortura aconteceu contou à polícia que viu a vítima tentando entrar na sacada dele. Esse depoimento foi reforçado por laudos da perícia, que mostraram que o homem furou uma tela de proteção, mas não conseguiu passar por uma barreira de vidro da sacada, caindo em seguida.
Os quatro homens que torturaram a vítima seguem presos. Eles respondem pelo crime de tortura que, possivelmente, será configurado por tortura com resultado de morte.
Os presos foram autuados pelo crime de tortura. Para nós, de acordo com os depoimentos, esse crime está configurado. A questão era saber se a vítima, alem da tortura, foi também morta por essas pessoas. Essa parte foi descartada.Delegado Roberto Fernandes, a jornalistas
Relembre o caso
Vítima foi encontrada após cair do prédio na manhã de 14 de agosto. A princípio, o caso foi registrado pela polícia como suicídio, mas, após análises aprofundadas, a investigação mudou.
A polícia desconfiou após perceber que o quarto do qual a vítima se jogou estava trancado pelo lado de fora. O homem que morreu estava visitando a namorada, que morava com outros cinco homens, entre eles, os quatro presos.
Segundo a polícia, a vítima foi agredida, ameaçada e mantida trancada em um cômodo do apartamento porque os suspeitos desconfiaram que ele tinha roubado uma câmera profissional. A "sessão de tortura" aconteceu por ao menos quatro horas na noite anterior à queda dele, segundo as investigações.
Suspeita é de que os jovens presos não tenham premeditado o crime. Para o delegado Miguel Chibani, a situação escalou no local porque um ato de violência foi "alimentando" o outro, acabando na morte do homem.
Os nomes da vítima e dos suspeitos presos não foram divulgados pela polícia. O UOL não conseguiu acesso às defesas deles até o momento. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
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