Sim, não adianta chorar, Allan já é do City, a proposta era mesmo irrecusável.
Assim tem sido. Faz anos e desde a década de 1980 se acentuou.
O clube mais popular do Brasil chegou a vender seu maior ídolo para um time que vinha da segunda divisão e de uma cidade cuja população, então, cabia no Maracanã.
Sim, estou falando da venda de Zico pelo Flamengo à italiana Udinese.
Como havíamos chorado com a venda de Paulo Roberto Falcão.
Depois do Doutor Sócrates etc.
Mas, ao menos, já eram jogadores consagrados.
De algum bom tempo para cá vendemos promessas, matéria-prima sem lapidação, Martinelli, Vini, Rodrygo, João Pedro, Endrick, Estêvão etc e tal.
E ainda há quem chame o Brasil de país do futebol.
País da exportação de pé de obra, isso sim.
Incapaz de fazer a Liga de clubes, que se contenta em viver da mão para a boca, mesmo os mais bem administrados e ricos, como Flamengo e Palmeiras.
11º colocado na Copa do Mundo.
Sim, sabemos: inútil chorar sobre o leite derramado.
Mas que tenhamos, ao menos, o direito de lamentar.
Pobre rico futebol brasileiro.
Os melhores talentos do Planeta Bola geridos pelos piores cartolas da Terra Redonda.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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