O maratonista Daniel Nascimento, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e é o atual recordista sul-americano na distância, está desaparecido. Valdirene Paula Ferreira, mãe do atleta, foi às redes sociais para fazer um apelo por informações que possam ajudar nas buscas.
O que aconteceu
Danielzinho, como é conhecido, tem 28 anos e não é visto desde 19 de junho. Ele saiu de casa, em Barra Funda, Paraguaçu Paulista, por volta das 19h, "somente com uma mochila preta nas costas", como contou Valdirene.
Estou aqui no aguardo de alguma notícia. Estamos de coração partido, mas tenho esperança de achar meu filho. Qualquer ajuda será bem-vinda. Quero somente que encontrem meu filho.Valdirene, ao UOL
A família relatou o desaparecimento à polícia. Em nota, a Polícia Civil de São Paulo apontou que "o caso é investigado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Assis. A autoridade policial prossegue com as diligências visando à localização do desaparecido".
Atletas compartilharam mensagens nas redes sociais. Nomes como Wendell Souza, Robson Oliveira e Andreia Hessel comentaram postagem de Valdirene
Daniel Nascimento voltou a morar no Brasil há pouco mais de dois anos, segundo familiares. Após Tóquio, ele havia se mudado para o Quênia, onde realizava treinamentos.
O maratonista, no ano passado, foi suspenso por cinco anos pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU). Ele testou positivo para três substâncias proibidas em exames realizados fora de competições, e ficou fora dos Jogos Olímpicos de Paris-2024.
Daniel conseguiu marcas importantes ao longo da carreira. Em 2022, ele estabeleceu os recordes brasileiro e sul-americano ao completar a Maratona de Seul em 2h04m50s — e conquistou o bronze —, superando as 2h06m05s de Ronaldo da Costa em Berlim, 1998. Em 2017, ainda apontado como promessa, bateu o recorde sul-americano sub-20 dos 10.000 m.
O atleta já superou um quadro de depressão. Em 2018, lesões nos tendões e um quadro de sobrepeso fizeram com que ele se afastassem das pistas. "Foi uma época muito difícil, mas minha mãe não desistiu de mim. Ela procurou o meu ex-treinador Neto, a quem devo muita gratidão, e eles, junto com meu irmão, me deram apoio para retornar para a corrida. Aos poucos, fui recuperando a forma e, automaticamente, fui superando a depressão. Assim, consegui voltar a correr em alto nível", contou ao UOL, em 2023.
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