As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com a Coreia do Sul liderando os ganhos, em um pregão marcado pelo apetite por risco apesar das tensões no Estreito de Hormuz. Na Europa, os índices recuaram, pressionados pelas incertezas no mercado de petróleo, enquanto nos Estados Unidos o viés é positivo, após divulgação da inflação no país.
O que aconteceu
Bolsas americanas operam com tendência positiva. O Nasdaq sobe 0,64%, a 26.612 pontos, apoiado nos resultados positivos das empresas de infraestrutura de IA.O Dow Jones subia 0,05% e o indicador amplo S&P 500 avançava 0,30% às 14h (horário de Brasília).
Inflação tem alta margina nos Estado Unidos. Após a deflação registrada em junho (-0,4%), o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu para 0,1% em julho, segundo dados do Departamento de Estatísticas Trabalhistas. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 3,4%, acima da meta definida pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos.
O resultado reforça o quadro de desinflação gradual, mas ainda distante da meta de 2%. A queda do índice cheio partiu principalmente da energia, enquanto boa parte dos itens do núcleo, sobretudo em serviços, ainda subiu no mês. Isso é consistente com uma leitura de mercado que projeta alta de juros não em setembro, mas para outubro. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
Bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira. Investidores seguem influenciados pela incerteza sobre o fornecimento de petróleo na economia global em meio ao impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Hormuz. Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,10%, a 10.833,15 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,17%, a 26.346,29 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,46%, a 8.674,94 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,01%, a 53.698,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,04%, a 20.205,16 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,68%, a 9.273,84 pontos
Bolsa de Seul puxou o avanço na Ásia, com forte alta do índice Kospi. O indicador subiu 3,68%, para 6.579,04 pontos, impulsionado novamente por ações de semicondutores.
Gigantes de chips concentraram o movimento em Seul e deram sustentação ao índice. Samsung Electronics e SK Hynix, que juntas respondem por mais de 50% da capitalização do Kospi, avançaram 6,7% e 5,5%, respectivamente.
Bolsa de Tóquio também fechou em alta no retorno de um feriado no Japão. O Nikkei avançou 0,99%, para 67.630,00 pontos.
Mercados de Taiwan e China continental terminaram o dia no azul, enquanto Hong Kong caiu. O Taiex subiu 0,88% (45.518,07 pontos), o Xangai Composto ganhou 0,32% (3.946,68) e o Shenzhen Composto avançou 1,14% (2.606,99), mas o Hang Seng recuou 0,83% (25.440,17).
Austrália foi na contramão e encerrou o pregão em baixa. O S&P/ASX 200 caiu 0,45% em Sydney, para 9.209,40 pontos.
Petróleo segue cotado ao redor das máximas em dois meses. Com o impasse sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, as ordens de compra reduzem espaço para queda da cotação. A rota é estratégica e concentra cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, e o Brent recuava 0,5%, a US$ 88,44, por volta das 14h.
Relatório indica que crise no Oriente Médio fará o consumo mundial de petróleo recuar 1,6 milhão de barris por dia em 2026. A perspectiva da AIE (Agência Internacional de Energia) é superior à expectativa anterior, que indicava para a queda de 1 milhão de barris por dia.
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