As reformas de Donald Trump na Casa Branca podem custar US$ 927 milhões (mais de R$ 4,7 bilhões), com aproximadamente US$ 500 milhões transferidos de órgãos federais, informa o The Washington Post.
O que aconteceu
O valor supera os US$ 600 milhões previstos anteriormente para a construção de um salão de baile no lugar da Ala Leste, demolida em 2025. Documentos de contratos e planejamento também incluem intervenções na Praça Lafayette, um heliponto e um centro de triagem de visitantes.
O governo direcionou US$ 875 milhões à conta da Residência Executiva desde a volta de Trump à presidência, em janeiro de 2025. Desse total, aproximadamente US$ 500 milhões vieram do Serviço Secreto e do Escritório Militar da Casa Branca; US$ 305 milhões, de filantropos, e US$ 70 milhões, de uma fonte não identificada.
A Residência Executiva cuida da manutenção da casa privada do presidente e não segue as mesmas regras de transparência aplicadas a outros órgãos. Por isso, os contratos concedidos pelo escritório permanecem confidenciais.
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirma que as obras são necessárias para modernizar e embelezar a residência. Ele disse que o projeto inclui estruturas resistentes a drones, portos para drones e outras melhorias de segurança para grandes eventos.
Justiça mandou suspender obra acima do solo
Dois juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia determinaram na semana passada a suspensão da construção acima do solo do salão de baile. A ordem vale até que Trump obtenha aprovação do Congresso para o projeto.
Os juízes afirmaram que presidentes ocupam temporariamente a Casa Branca, sem serem seus proprietários. "Não conhecemos nenhum caso na história americana em que um presidente demoliu unilateralmente, com recursos privados, partes substanciais da Casa Branca que o Congresso autorizou construir e os contribuintes pagaram", escreveram.
Franklin D. Roosevelt, Harry Truman e Barack Obama fizeram reformas relevantes na Casa Branca em seus governos. Nos três casos, os presidentes buscaram recursos no Congresso, registraram os magistrados.
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