O início do Mundial de Fórmula 1 de 2026 desenha um cenário curioso: uma dinâmica muito semelhante à da temporada anterior, mas com novos protagonistas. Se em 2025 a McLaren despontava como a grande favorita ao título enquanto tentava conter as investidas de Max Verstappen, agora é a Mercedes quem dita o ritmo no topo do grid, sob a constante ameaça da Ferrari.
Com a chegada da pausa para as férias do verão europeu, fica a pergunta: como estava a disputa do campeonato nesse mesmo período no ano passado?
Corridas canceladas: a temporada de 2026 sofreu com o cancelamento de duas etapas devido ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Por conta disso, a pontuação geral da tabela neste momento é ligeiramente inferior à do mesmo período em 2025.
Corridas sprint: em contrapartida, o calendário de provas curtas foi intensificado. Enquanto 2025 teve apenas três sprints antes da pausa, o campeonato atual já realizou quatro etapas no formato - na China, Miami, Canadá e Silverstone -distribuindo mais pontos aos pilotos antes das férias.
Comparação do campeonato
A temporada passada começou com a vitória de Lando Norris no GP da Austrália, liderando uma dobradinha dominante da McLaren na classificação. Naquele momento, Max Verstappen surgiu como o principal oponente da equipe britânica - uma rivalidade que se consolidou e definiu o rumo de todo o campeonato.
No campeonato atual, a história mudou de lado. George Russell deu o cartão de visitas da Mercedes ao cravar a pole position e vencer a corrida de abertura do ano, seguido de perto por seu companheiro de equipe, Andrea Kimi Antonelli. Desta vez, o papel de 'pedra no sapato' dos líderes cabe à Ferrari, impulsionada pelo ritmo forte de Lewis Hamilton.
Foto de: Steven Tee / Motorsport Images
Apesar dos momentos de domínio, nem a McLaren em 2025 nem a Mercedes em 2026 tiveram vida fácil até as férias.
Na primeira metade de 2025, Russell e Leclerc surgiram em episódios pontuais como ameaças diretas. O mesmo padrão se repete em 2026: a disputa interna da Mercedes é constantemente impactada pelo ritmo de Hamilton, Leclerc e da dupla da McLaren, que frequentemente entram na briga pelas posições de topo. Sem mencionarmos as aparições de Verstappen.
Após 13 etapas disputadas e a conclusão do GP da Hungria em 2025, Piastri liderava o Mundial, tendo somado 284 pontos. Contudo, a McLaren deixou escapar vitórias certas no Japão, na Emília-Romagna e no Canadá.
Em 2026, a Mercedes repetiu o histórico e também viu três vitórias escaparem de suas mãos: em Barcelona, em Silverstone e na Hungria. A Ferrari aproveitou duas dessas oportunidades (com triunfos de Hamilton e Leclerc), enquanto Norris garantiu a vitória na última etapa disputada.
Em 2025, a disputa interna na McLaren era acirradíssima. Piastri figurava no topo com 284 pontos, superando Norris (275) por uma vantagem de apenas nove pontos.
Já em 2026, o cenário é bem mais confortável para o líder. Antonelli ostenta uma vantagem expressiva de 50 pontos sobre o segundo colocado, Hamilton, garantindo uma folga considerável na tabela para encarar a segunda metade da temporada.
Campeonato de construtores até o GP da Hungria
Ao mencionarmos o título de construtores, a McLaren, em 2025, tinha uma liderança extremamente confortável, construída principalmente por poucos abandonos e a consistência de sua dupla nos 13 finais de semana iniciais. O time de Woking havia conquistado 559 pontos contra 260 da Ferrari.
Já esse ano, por conta dos problemas de confiabilidade da Mercedes, o time de Brackley conquistou apenas 379 pontos, contra 307 da Ferrari e 220 da McLaren.
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