O Flamengo entrou numa janela mais "apertada" e precisou recalibrar a estratégia, entre mirar nomes caros e buscar alternativas de scout, avaliou Rodrigo Mattos na Live do Flamengo, do Canal UOL.
No debate sobre a postura recente do clube no mercado, os comentaristas apontaram o efeito das negociações por alvos caros, a percepção de força financeira após a compra de Lucas Paquetá e o limite para não "fazer loucura" em tratativas que inflacionaram.
Em relação ao mercado, o Flamengo acabou focando muito nesses jogadores caros, Luiz Henrique e Almada, e as duas negociações ficaram muito caras durante o desenrolar delas. O estafe do Almada e depois o Zenit sentiram que podiam barganhar com o Flamengo, jogar o preço mais alto. Tentaram forçar a mão para ganhar mais dinheiro e o clube não foi nisso porque não pode fazer loucura. Nisso, agiu corretamente. Talvez o Flamengo deveria focar mais nesses jogadores mais baratos, de scout. Rodrigo Mattos
Na leitura de Mattos, o Flamengo segue com um elenco "inteiro" e com mais opções técnicas do que o Cruzeiro, mas isso não transforma a janela em garantia de resultado. Para ele, o ponto central é como o clube escolhe gastar quando o caixa fica mais restrito.
Mattos disse que o recado ao mercado pesa quando o clube fecha uma contratação do tamanho de Paquetá. Na avaliação dele, a percepção de "muita força" aumenta as pedidas, inclusive por atletas mais baratos, e cria um jogo de pressão em negociações grandes.
Quando você contrata um jogador de 42 milhões de euros, que foi para 50 por causa dos impostos, comissões, dá um recado de muita força no mercado. Todo clube vai falar que 'esse clube aqui tem dinheiro para pagar'. Isso tem uma percepção de mercado geral. Rodrigo Mattos
Ao mesmo tempo, ele apontou que a marca Flamengo também ajuda o dirigente a convencer o jogador, por ser um time "ganhando constantemente". "Tem bônus e ônus de ser o poderoso financeiro do negócio", resumiu, ao tratar do equilíbrio entre atratividade esportiva e inflação de preços.
Normalmente, o Paquetá seria titular do Flamengo. Porém, ele está voltando agora após um período de contusão meio longo. Ele se contundiu na Copa do Mundo e voltou nesse primeiro jogo com bastante disposição. É um jogador fisicamente muito forte e tem essa capacidade de recuperação. Mas eu, até por ser um jogo fora de casa, não mexeria nos dois volantes ali, no Jorginho e no Pulgar. Eu manteria o time que foi titular [contra o Vitória pelo Brasileirão]. Rodrigo Mattos
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