A influenciadora Carla Lemos denunciou em suas redes sociais ter sofrido ontem uma agressão em uma roda de samba no Rio de Janeiro. A defesa de Lucas Henrique Baldusca Braz diz que os fatos aconteceram em meio a uma confusão generalizada e que não houve agressão direcionada ou motivada contra Carla (veja mais abaixo).
O que aconteceu
Agressão ocorreu na Fundição Progresso, no bairro da Lapa. Carla Lemos relatou à Polícia Civil que foi agredida na casa de eventos, na região central do Rio, na madrugada de 7 de agosto.
Ela disse que levou socos no rosto de um desconhecido. Segundo o depoimento, Lucas atingiu o olho esquerdo dela. Nas redes sociais, Carla detalhou o ocorrido: primeiro foi empurrada por ele, depois sentiu um soco na maçã do rosto e, na sequência, um soco na testa.
Vítima afirma que o agressor segurou seu cabelo. Carla disse que Lucas segurou suas tranças para impedir que ela saísse de perto enquanto a agredia. "Ele só parou quando cinco homens o tiraram de cima de mim", detalhou.
Agressões começaram após ele e um amigo se desentenderem com outras pessoas. Segundo o relato de Carla, Lucas estava bêbado e discutiu com outras pessoas na festa. Eles deixaram o local e, em dado momento, ele e o amigo retornaram. Foi quando Lucas começou a agredi-la, segundo o B.O.
A influenciadora reforça que não conhecia Lucas nem tinha falado com ele antes. "Uma sequência de violência só porque eu era a pessoa mais fraca, a menor que esse homem achou quando voltou ao lugar onde o ameaçaram", afirma a vítima. "O foco estava em mim, uma mulher que não dirigiu a palavra e ele. Puxava minhas tranças e socava."
Agressor teria provocado vítima até na delegacia. Segundo relato de Carla, ele passou por ela na delegacia e "mandou beijinho, bem na frente dos policiais que estavam lá e não podiam fazer nada".
Carla levou seis pontos. A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar após a agressão. Segundo o registro, ela levou seis pontos na região do supercílio.
Policial foi atender a ocorrência às 3h da manhã. O policial militar Roberto Baptista da Silva Costa relatou que foi acionado de madrugada. Segundo ele, informações colhidas no local apontaram que Lucas havia se envolvido em uma briga com outros frequentadores e, durante a confusão, atingiu Carla com um soco.
Vítima quer representar criminalmente. O caso foi registrado como lesão corporal, com enquadramento no artigo 129 do Código Penal.
Lucas permaneceu em silêncio na delegacia. O boletim registra que o agressor foi informado de seus direitos e optou por permanecer em silêncio. Ele se comprometeu a comparecer em juízo sempre que for solicitado.
Não houve prisão em flagrante. O UOL procurou a Secretaria de Segurança Pública do RJ para falar sobre o caso, mas não houve resposta. Caso haja manifestação, o texto será atualizado. "Você pode bater numa mulher até ela sangrar e sair andando livremente", protestou Carla no Instagram.
A advogada de Carla, Thaiz Sardinha, afirmou à reportagem que o caso deveria ser enquadrado como violência de gênero. "A autoridade policial informou que, tecnicamente, não poderia formalizar esse enquadramento em razão da ausência de vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre vítima e agressor. Essa limitação, no entanto, não afasta a caracterização do fato como violência baseada em gênero", afirma Sardinha.
A defesa esclarece que o Sr. Lucas não dirigiu qualquer agressão intencional e individualizada contra ela, tampouco agiu motivado por sua condição de mulher ou de pessoa negra.
Os fatos ocorreram em meio a uma confusão generalizada, envolvendo diversas pessoas e iniciada após um homem alto, magro e branco chamar o amigo negro do Sr. Lucas de "macaco". Ao tentar defender o amigo e, posteriormente, proteger-se das agressões praticadas por várias pessoas simultaneamente, o Sr. Lucas recebeu inúmeros golpes, sobretudo na cabeça, chegando a perder a consciência.
A defesa sustenta, portanto, que jamais houve agressão consciente, direcionada ou motivada contra essa mulher.
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