Um helicóptero caiu na manhã de hoje no Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio. Quatro vítimas foram encontradas carbonizadas, segundo os bombeiros.
O que aconteceu
O acidente ocorreu por volta das 11h, segundo os bombeiros. A aeronave, de matrícula PP-MFS, caiu em uma área de mata na região da Vista Chinesa, de difícil acesso, e foi localizada pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
As vítimas são o piloto da aeronave e três mulheres, que estavam como passageiras.
Rocio Cubillos, 59, Wendy Manrique, 37, e Sofia Murillo, 17, eram colombianas e da mesma família. As três estavam a passeio no Rio de Janeiro e viajavam como passageiras no helicóptero.
Alessandro Rocha era o piloto da aeronave. Ele era experiente e acumulava 20 anos de atuação com instrução de voo em ultraleves e helicópteros. Rocha deixa três filhos.
Corporação informou que havia registro de fogo no local. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram acionados para o caso e já contiveram os focos. Imagens que circulam nas redes sociais também mostram uma grande quantidade de chamas e fumaça.
A FAB (Força Aérea Brasileira) enviou investigadores para apurar o que causou o acidente. Corporação disse que fará a confirmação de dados, verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes. Segundo o Jornal Nacional, os bombeiros teriam encontrado uma câmera que gravava a cabine durante o voo.
A 19ª DP, da Tijuca, também investiga o caso. A Polícia Civil informou, em nota, que trabalha para apurar as causas da queda.
O que se sabe sobre o helicóptero
A aeronave tem matrícula PP-MFS e foi fabricada em 2001. A identificação consta em comunicado da FAB (Força Aérea Brasileira) sobre o início das investigações do acidente.
Com quatro assentos, o R44 comporta um piloto e três passageiros. A Anac classifica a aeronave como um helicóptero de motor convencional e peso máximo de decolagem de 1.088 kg.
O modelo é produzido pela norte-americana Robinson Helicopter Company. Na versão Raven I, da mesma família, a fabricante informa velocidade de cruzeiro de até 200 km/h, alcance aproximado de 550 km e sem reserva de combustível.
O cadastro apontava situação normal da aeronave. O CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) tinha validade até 5 de junho de 2027.
A operação cadastrada era privada. O registro da Anac lista a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. entre os operadores e proprietários da aeronave. A empresa aparece autorizada para Serviço Aéreo Especializado na modalidade de voo panorâmico.
A VRP (Voos Rio Panorâmico) informou que ainda busca informações e acompanha a apuração do acidente. A empresa afirmou que aguarda os esclarecimentos oficiais "por respeito aos envolvidos e para evitar qualquer informação imprecisa".
Isso não significa que o voo de hoje fosse panorâmico. Até o momento, não há informação oficial sobre a finalidade do voo que terminou no acidente.
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