Desde a volta da Copa do Mundo Neymar parece estar menos interessado em tentar recuperar de alguma forma a imagem que passa para parte da população. Faz gol e manda geral para o inferno. Falta ao treino e vai para a balada. É criticado e corre para fazer vídeo espinafrando quem ousou criticá-lo. Um comportamento ainda mais agressivo do que aquele que vimos antes da Copa. Age como se dono do Santos fosse porque dono do Santos é.
Antes da Copa, havia o comportamento desafiador, mas havia também uma leve tentativa de buscar se explicar. Agora não mais. Agora é all in na afronta.
Faltar ao treino e na sequência não se importar em ser visto na balada é um comportamento bastante provocador. Antes havia ainda algum vestígio de manter algum pudor para o público; agora não há mais pudor em não ter pudor.
Empatar em casa com a Chapecoense é um resultado ruim, mas as atitudes do camisa 10 fariam supor que ele havia vencido. Porque, para um individualista, ele venceu. Fez dois gols. Basta.
A suposta bronca que teria dado nos jogadores mais jovens, e que ele nega, é um sintoma que vem de antes. O tapa em Robinho Jr. já indicava como Neymar acredita que deva tratar essa turma. Foi-se o tempo em que os jovens atletas eram tratados com mais cuidado. Agora é na dureza.
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