O técnico do Corinthians, Fernando Diniz, criticou a arbitragem e explicou a aposta nos cruzamentos para superar o Internacional, nesta quinta-feira, na Neo Química Arena. Os paulistas venceram o jogo por 2 a 1, mas terminaram eliminados da Copa do Brasil nas oitavas de final.
A situação de Memphis Depay, que está próximo de acertar sua renovação com o clube, também foi comentada pelo treinador em entrevista coletiva.
O que ele disse?
Fernando Diniz disse que a arbitragem foi determinante para a eliminação do Corinthians. Ele acusou uma falta não marcada em Kaio César no lance do gol de Bernabei, que classificou o Inter, e citou um pênalti para o Alvinegro ignorado no jogo de ida.
Lá foi pênalti claro no Bidu, e aqui foi claríssima a falta no Kaio César. Quem vai falar que não é falta? Estava na minha frente, e eu falei [para o árbitro]. O que mata a arbitragem é falta de critério. Tem muita falta de critério de um árbitro para o outro e do mesmo árbitro no mesmo jogo. O lance foi determinante para o resultado do jogo. Fernando Diniz, em entrevista coletiva
Para o treinador, a estratégia do Corinthians funcionou, mas o placar não traduziu o domínio. Diniz explicou que a aposta em cruzamentos surgiu diante da formação defensiva do adversário — os gols marcados por Gustavo Henrique e Pedro Raul saíram de jogadas aéreas.
Com três zagueiros e três volantes [no Inter], o meio ficou fechado. Se você tenta jogar por dentro, além de ser difícil furar, você tem mais chance de tomar contra-ataque. O jogo ia ter muita terminação pelo lado. A maior chance de a gente fazer gol era justamente do jeito que a gente fez. A gente conseguiu executar. Mas o futebol não segue uma lógica formal de que, se você jogar melhor, atacar mais e chutar mais, vai ganhar o jogo. O Inter praticamente deu um chute no gol e acertou a bola lá no trinco. Fernando Diniz, em entrevista coletiva
Outras respostas de Diniz
Memphis Depay: "O mais importante é que a gente está mais próximo de contar com ele. Eu não tive o privilégio de contar com ele desde que eu cheguei. É um cara que tem um brilho diferente, e ele vai nos ajudar muito. Estou ansioso para a renovação, acredito que está muito perto de acontecer. Ele vai dar peso, qualidade e experiência para o nosso time."
Aplausos da torcida após o apito final: "Hoje jogamos como um time corintiano. Um time que se entrega, vai até o final, insiste, com coragem, com raça e com gana. A torcida do Corinthians valoriza isso e se vê representada. É uma coisa rara acontecer o que aconteceu hoje, um time sair aplaudido dentro de casa depois de uma eliminação. Que isso sirva de estímulo para os jogadores, para essa conexão com a torcida ser cada vez maior. A gente tem um grande craque, um imenso jogador, que é a torcida corintiana."
Situação financeira do clube: "O que me anima é que as pessoas trabalham com muita seridade. Mas é difícil. Sem dinheiro, a gente tem muito menos possibilidades. Tem hora que você tem que escolher entre pagar o transfer ban ou pagar salário. O dinheiro é um só. Tem que criar soluções para que a gente consiga sair dos transfer bans e ter uma folga financeira para pagar os jogadores em dia, o campo melhorar... e eu espero que essas coisas aconteçam. Obviamente, não são coisas boas, mas todo mundo está muito empenhado em fazer o melhor para o Corinthians."
O próximo compromisso do Corinthians será no domingo (9), pelo Brasileirão, contra o Bragantino. Depois, viaja à Argentina para encarar o Rosario Central, na quinta-feira (13), no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.
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