O Grupo Fleury, que oferece serviços de medicina diagnóstica, concluiu em maio a aquisição do Femme e lucrou R$ 221,9 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 45,7%, informou a companhia em seu balanço.
Destaques do trimestre
Receita líquida somou R$ 2,32 bilhões no trimestre, alta de 14,4% em um ano. A receita bruta avançou 14,4%, para R$ 2,51 bilhões, impulsionada por B2C, B2B e Novos Elos, segundo a companhia.
No B2B, a receita bruta chegou a R$ 545,1 milhões. O segmento de hospitais se beneficiou do surto de gripe no período, informou a companhia. Os atendimentos totalizaram 4,7 milhões, enquanto o volume de exames alcançou 46,7 milhões.
O Ebitda atingiu R$ 612,9 milhões, com margem de 26,5%. Segundo a companhia, o avanço refletiu o aumento do lucro operacional, parcialmente compensado pela diminuição da depreciação e da amortização.
Os investimentos caíram 46,5%, para R$ 75,7 milhões. A companhia atribuiu o recuo à volta da alocação ao perfil histórico, com menores investimentos em TI e Digital e maior foco na expansão da oferta e da capacidade de áreas técnicas.
A dívida líquida ficou em R$ 2,42 bilhões em 30 de junho de 2026, alta de 6,4% ante o fim de março. A aquisição do Femme elevou pontualmente o custo médio da dívida para CDI + 1,00% e reduziu o prazo médio para 2,8 anos, segundo a companhia. A alavancagem, relação entre a dívida e a geração de caixa, ficou em 1,1 vez.
O que diz o Grupo Fleury
A administração associou a evolução dos indicadores a crescimento orgânico, aquisições estratégicas, ganho de eficiência, diferenciação de serviços e disciplina na alocação de capital. "Consistência é o atributo que melhor define os resultados financeiros entregues pelo Grupo Fleury", afirmou Jeane Tsutsui, CEO.
No primeiro semestre de 2026, o Grupo Fleury faturou R$ 4,54 bilhões, gerou Ebitda de R$ 1,22 bilhão e lucrou R$ 423,1 milhões. As altas foram de 12,4%, 12,9% e 27,6%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2025.
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