O Magazine Luiza (Magalu), empresa de tecnologia e logística voltada ao varejo multicanal, teve prejuízo líquido de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026 — este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre —, ante lucro líquido de R$ 1,8 milhão um ano antes, informou a companhia em seu balanço.
Destaques do trimestre
Com os efeitos não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 72,5 milhões. Os ajustes não recorrentes reduziram o lucro líquido em R$ 22,1 milhões, incluindo R$ 25,4 milhões em provisão para riscos e R$ 8,5 milhões em despesas de reestruturação.
Receita líquida somou R$ 8,90 bilhões, queda de 2,6% em um ano. A companhia atribuiu o resultado ao crescimento das vendas nas lojas físicas e à priorização da rentabilidade nos canais digitais. O aumento global dos custos de chips de memória afetou vendas online de informática, telefonia e hardware para computadores, segundo a empresa.
Ebitda ajustado somou R$ 708,8 milhões, queda de 2,5%, enquanto a margem ficou em 8,0%. Segundo a companhia, o indicador refletiu o crescimento de 10,3% das vendas das lojas físicas, a expansão de 0,1 ponto percentual da margem bruta, o controle de despesas operacionais e o desempenho da Luizacred.
Investimentos caíram 24,8%, para R$ 155,1 milhões. Tecnologia respondeu por 80% do total investido no trimestre, ou R$ 124,1 milhões.
No primeiro semestre, o Magalu teve prejuízo líquido de R$ 84,3 milhões, ante lucro líquido de R$ 13,0 milhões um ano antes. Este resultado exclui eventos extraordinários do período. A receita líquida caiu 2,3%, para R$ 18,10 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 4,0%, para R$ 1,43 bilhão.
O que diz o Magazine Luiza
Segundo a companhia, 2026 marcou o início de um novo ciclo estratégico, com expansão de pontos físicos e operação própria em canais de terceiros. "Estamos trabalhando para retomar o crescimento das vendas online e encontramos uma maneira de fazer isso sem abrir mão da rentabilidade: vender por meio de canais de terceiros", afirmou a diretoria.
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