A Petrobras informou lucro líquido de R$ 52,44 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa o melhor desempenho trimestral da estatal desde o segundo trimestre de 2022 e ficou acima das expectativas do mercado. A companhia também aprovou R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas.
O que aconteceu
Lucro líquido superou projeções de analistas. A expectativa consensual compilada pela Bloomberg era de R$ 45,54 bilhões para o período. A receita líquida alcançou R$ 169,5 bilhões, alta de 42,3% na comparação anual, também acima das estimativas do mercado.
Ebitda ajustado somou R$ 93,8 bilhões. O indicador, que mede a geração operacional de caixa, cresceu 79,6% em relação ao segundo trimestre de 2025 e também superou as projeções dos analistas.
Fluxo de caixa livre atingiu R$ 38,6 bilhões. O valor representa crescimento de 100,6% em relação ao mesmo período de 2025.
Produção total da companhia aumentou 3,4% no trimestre. Segundo a Petrobras, o resultado reflete o avanço dos sistemas de produção, a entrada em operação da plataforma P-79 e ganhos de eficiência operacional.
Resultado financeiro ficou negativo em R$ 1,52 bilhão. No segundo trimestre de 2025, a companhia havia registrado ganho de R$ 5,57 bilhões. A reversão ocorreu principalmente por causa da redução dos ganhos com variações cambiais.
Pagamento aos acionistas
Conselho de administração aprovou R$ 17,4 bilhões em remuneração a acionistas. O valor corresponde a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial.
Terão direito ao pagamento investidores com posição acionária ao fim do pregão de 21 de agosto de 2026. Os recursos serão pagos em duas parcelas iguais, previstas para novembro e dezembro.
Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras
Produção, preços e investimentos
Produção própria de óleo no Brasil alcançou 2,7 milhões de barris por dia entre abril e junho. O volume representa alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025.
Preço médio do barril de petróleo Brent ficou em US$ 104,52 no trimestre. A cotação foi 54,1% superior à registrada um ano antes. Segundo a Petrobras, a valorização foi influenciada pelas tensões geopolíticas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã e seus impactos sobre a logística no Estreito de Ormuz. No mercado doméstico, o preço médio dos derivados básicos vendidos pela companhia aumentou 23,1%, para R$ 578,51 por barril.
Petrobras investiu R$ 26,7 bilhões no trimestre. Desse total, 82% foram destinados ao segmento de exploração e produção.
Produção de derivados no refino cresceu 5,6% em relação ao trimestre anterior. Segundo a companhia, 68% do volume produzido correspondeu a combustíveis de maior valor agregado, como diesel, gasolina e querosene de aviação (QAV).
Dívida, subsídios e tributos
Endividamento líquido caiu 2,7% em relação ao fim de março. A dívida líquida encerrou o trimestre em US$ 60,39 bilhões (cerca de R$ 312,6 bilhões). Com a redução, a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado recuou de 1,43 vez para 1,14 vez.
Petrobras recebeu R$ 10,64 bilhões em subsídios para combustíveis no trimestre. O mecanismo de subvenção da União destinou R$ 9,737 bilhões para as vendas de diesel, R$ 816 milhões para gasolina e R$ 84 milhões para GLP.
Companhia recolheu R$ 88,6 bilhões em tributos. O montante foi destinado à União, aos estados e aos municípios ao longo do segundo trimestre.
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