A Auren Energia, geradora de energia hidrelétrica, eólica e solar e comercializadora de energia, teve prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões no segundo trimestre de 2026, 32,7% menor do que um ano antes, informou a companhia em seu balanço.
Destaques do trimestre
Prejuízo líquido: R$ 379,1 milhões (o prejuízo recuou 32,7%)
Receita líquida: R$ 3,06 bilhões (+5,9%)
Ebitda ajustado: R$ 858,9 milhões (-12,4%)
Margem Ebitda ajustada: 28,1% (-5,9 p.p.)
A despesa financeira líquida chegou a R$ 732,1 milhões. Segundo a companhia, o aumento das despesas incluiu a atualização monetária do endividamento, com IPCA de 1,42% no segundo trimestre de 2026, ante 0,93% um ano antes, além de R$ 16,9 milhões em custos de reorganização societária.
O Ebitda ajustado, indicador que mede a geração de caixa, somou R$ 858,9 milhões, queda de 12,4% em um ano. A companhia atribuiu o recuo à menor geração eólica, ao menor recurso eólico, à maior restrição na geração (curtailment) e ao resultado menor da atividade de comercialização.
A receita líquida atingiu R$ 3,06 bilhões, alta de 5,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. No mesmo período do ano anterior, a receita havia sido de R$ 2,89 bilhões.
A geração eólica foi de 1.152,5 MW médios, queda de 9,9% em um ano. Segundo a companhia, o volume foi afetado pelo aumento do curtailment e por recurso eólico abaixo do esperado na certificação dos ativos. A geração solar subiu 7,2%, para 154,6 MW médios, principalmente por melhores recursos.
O impacto financeiro do curtailment foi de R$ 97,8 milhões no trimestre. Ganhos de modulação de R$ 70,5 milhões compensaram parte desse efeito, deixando impacto líquido negativo de R$ 27,3 milhões, segundo a companhia.
A dívida líquida terminou junho em R$ 18,91 bilhões, abaixo dos R$ 19,10 bilhões registrados no fim de março. A alavancagem, a relação entre a dívida e a geração de caixa, ficou em 5,3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, ante 5,2 vezes no trimestre anterior.
O que diz a Auren Energia
A companhia concluiu a primeira fase de sua reorganização societária em 31 de maio de 2026. "Também evoluímos em uma importante frente estratégica com a conclusão da primeira etapa da reorganização societária, que consistiu na incorporação da Auren Participações pela Auren Operações", afirmaram Fabio Zanfelice, diretor-presidente, e Mateus Ferreira, vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores. A segunda fase, de incorporação da Auren Operações pela CESP, foi aprovada em 24 de junho e permaneceu condicionada a aprovações regulatórias e outras condições precedentes.
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