O gramado da Neo Química Arena foi alvo de um trabalho intensivo nos últimos dias para reduzir os problemas relatados por jogadores, comissão técnica e diretoria do Corinthians.
As intervenções foram feitas de forma emergencial após as críticas, principalmente por causa da aspereza do campo e dos ralados provocados durante as quedas.
O que aconteceu
O UOL apurou que uma das medidas adotadas foi a aplicação de um material orgânico para deixar o gramado mais macio e diminuir o atrito causado pela areia exposta em alguns pontos. Também foram realizados ajustes para melhorar a firmeza do solo e as condições gerais do campo.
A expectativa é de que o gramado apresente melhora, tanto na aparência quanto no desempenho, na partida contra o Internacional, nesta quinta-feira, pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil. A avaliação interna, porém, é de que o campo ainda não estará em sua condição ideal.
De acordo com fontes ouvidas pelo UOL, o gramado ainda precisa de mais tempo para ficar totalmente pronto. Na visão interna, a grama, como é um organismo vivo, precisa de um período para crescer e se integrar ao sistema híbrido. A volta dos jogos antes do fim desse processo reduziu o tempo necessário para essa adaptação.
Trabalho emergencial
As intervenções realizadas desde o empate por 0 a 0 com o Athletico-PR, no dia 30 de julho, tiveram caráter emergencial. O objetivo foi corrigir os principais problemas percebidos pelos jogadores durante a partida.
Antes da liberação do campo, os testes técnicos indicavam que o gramado atendia aos padrões exigidos. No jogo, porém, os atletas identificaram problemas que não apareceram nas avaliações anteriores, como a aspereza causada pela areia exposta e os ralados provocados pelas quedas.
As reclamações aumentaram após o empate com o Furacão. Fernando Diniz classificou o gramado como o pior desde a inauguração da Neo Química Arena e afirmou que alguns jogadores deixaram o campo com ralados. O treinador também relacionou a lesão sofrida por Zakaria Labyad às condições da superfície.
No dia seguinte, Corinthians, administração da Arena e responsáveis pelo gramado se reuniram para discutir medidas emergenciais. Marcelo Paz, executivo de futebol do clube, anunciou uma força-tarefa de seis dias e reconheceu que a melhora esperada não havia acontecido.
Reforma e cronograma
A troca completa do gramado foi realizada durante a pausa do calendário. O trabalho incluiu a retirada da camada mais antiga da grama e uma nova semeadura do Ryegrass, grama de inverno, sobre uma base de areia e fibras sintéticas.
Esse tipo de gramado precisa de cerca de oito semanas para ficar totalmente pronto. A Neo Química Arena, porém, voltou a receber jogos aproximadamente 40 dias após o início da semeadura. Com isso, a cobertura de grama ficou menos densa e a areia acabou ficando mais exposta nas áreas de maior desgaste.
Como o UOL revelou, o cronograma da reforma foi afetado pela realização do amistoso entre as seleções femininas de Brasil e Estados Unidos, em 6 de junho. A troca do gramado estava prevista para começar após o duelo entre Corinthians e Platense, em 27 de maio, mas o evento adiou o início do processo.
A previsão apresentada ao Corinthians era de que o campo estivesse com cerca de 90% das condições ideais contra o Remo, chegasse a 95% diante do Athletico-PR e estivesse totalmente recuperado para enfrentar o Internacional. Internamente, porém, a avaliação foi de que o gramado piorou entre os dois primeiros jogos, o que levou às reclamações de jogadores, comissão técnica e departamento de futebol.
Recuperação continuará
Apesar das intervenções realizadas ao longo da semana, o trabalho no gramado continuará após a partida contra o Internacional. O planejamento é seguir com os cuidados até que o campo atinja a densidade, a firmeza e o nível de desenvolvimento considerados ideais.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.