Direto ao ponto: não achei a chave de João Fonseca no Masters 1000 de Montreal nem especialmente boa nem dramaticamente ruim. Há prós e contras, como já diz o título deste texto. Vejamos, então, o que pode acontecer rodada a rodada.
Estreia contra um qualifier
Como cabeça de chave número 22, João Fonseca tem o direito de estrear na segunda rodada em Montreal. O sorteio determinou que o brasileiro de 19 anos, atual #27 do mundo, vai enfrentar o vencedor do jogo entre dois qualifiers.
O lado bom disso é saber que João não terá um grande nome já nessa primeira partida. Qualifiers são tenistas que não têm ranking bom o bastante para entrar direto na chave (e o último a entrar direto em Montreal foi Daniel Mérida, #84).
O lado ruim é que Fonseca, que não disputa uma partida oficial desde 3 de julho, terá de estrear contra alguém que já terá feito pelo menos três jogos em Montreal. Ou seja, terá mais ritmo de competição.
Casper Ruud na terceira rodada
Se passar por seu primeiro obstáculo, o brasileiro tem uma boa chance de enfrentar Casper Ruud (#13), o cabeça mais alto nessa seção da chave. O copo meio cheio: Fonseca venceu Ruud recentemente, em Roland Garros, o que conta mentalmente. Além disso, o norueguês não vem exatamente em uma grande fase. Após sua passagem protocolar por Wimbledon, onde caiu na estreia, foi eliminado no segundo jogo no ATP de Gstaad, no saibro. Ainda não competiu em quadras duras nesta gira norte-americana.
O copo meio vazio: Ruud está fisicamente bem e vem descansado, ainda que tenha competido mais que João depois de Wimbledon. Além disso, trata-se de um tenista competente e com um bom saque em quadras duras.
Ben Shelton nas oitavas de final
Cabeça de chave 5 em Montreal, Ben Shelton (#8) é o favorito - pelo menos no papel - para encontrar Fonseca nas oitavas de final. O lado bom? Shelton tem um retrospecto pífio em Masters 1000 este ano, com apenas uma vitória e quatro derrotas. O americano não vem jogando bem e pode até, quem sabe, nem chegar às oitavas, o que deixaria Fonseca em uma ótima posição.
O lado ruim é que Shelton tem um belo saque e um forehand de canhoto agressivo. Uma combinação capaz de fazer estrago no backhand do brasileiro, como aconteceu quando eles se encontraram no saibro de Munique (Shelton venceu por 6/3, 3/6 e 6/3). Além disso, se chegar às oitavas, Shelton já terá encerrado a sequência ruim nos Masters.
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